Poemas de Manoel Fernandes Sobrinho

Veja um grafo dos poemas de Manoel Fernandes Sobrinho

Tarde de maio

Manoel Sobrinho Gerar poema da máquina
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Não sou dos que murmuram flores;
Não sou dos que enganam o dia;
Não sou dos que morrem á
sombra fria!
Também não sou dos que reclamam dores.

Não conto estrelas cadentes
em amores;
Não guardo em mim
Apatia;
Não carrego em minh'alma
Galhardia;
Também não tenho apego
A valores.

Não sou dos que gastam
Favores;
Não desperdiço sonho
Em calmaria;
Não sou dos que tem
Valentia;
Também não me curvo
A caçadores.

Mas dou, ao mesmo amor,
Amores;
Também dou o riso fácil
Que seria,
Do poema construído
Em poesia
E admiro no jardim
As belas flores.
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Poema mundano

Manoel Sobrinho Gerar poema da máquina
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  •        
Componho o mundo na Palma da mão e o carrego nas costas tudo de mim.
Sinto cansaço? Nego! Não nego! Sempre nego!
Meu mundo é vasto,
Mas nem tanto assim.
O pensamento me leva a lugares diversos, como os que já conheci, muitos em vão.
Neles, queria apenas pensar e fazer versos,
Que pedem ser desagradáveis,
Porém intensos.
O que tenho no mundo,
Não tenho apego,
Penso muito, por isso viajo livre, enfim!
Busco o improvável,
Lugares imensos.
Particular meu mundo?
Digo que sim.
Criações sem valor?
Digo que não.
Pensar em nada?
Penso, não penso.
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Prece

Manoel Sobrinho Gerar poema da máquina
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Quando passar para um outro lado,
Anseio andar pelas nuvens
E dançar solto na chuva
Ao ritmo de uma música clássica que ainda não foi composta,
Mas sei que tem a forma solta,
A mesma de um poema sujo.
Qual será o previlegio do espírito?
Ou , o da alma?
Se é que o tem.!
Desejo as épocas, com seu melhores,
Os vários lados,
Não somente um.
Afinal, não terei matéria,
Estarei livre e poderei pousar
Sem pendant nenhum,
Aparência nenhuma,
Pois isso não mais importa.
Nenhuma forma triunfal,
Além do bem e do mal.
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