Poemas de Sonia Salim

Veja um grafo dos poemas de Sonia Salim

Rebeldia

Sonia Salim Gerar poema da máquina
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Um coração rebelde
não se contenta com o óbvio
quer sempre mais
Volta quando todos estão indo
segue o sentido contrário
Olha de frente
encara o tempo
foge do usual
Esgota-se em reflexões
recusa-se a ir junto
habita na confusão de pensamentos
na rebeldia
Nasce assim, vem de berço
Ele tenta mudar... e como tenta!
mas não consegue
é mesmo um coração rebelde
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Coisas de criança

Sonia Salim Gerar poema da máquina
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Tentativas frustradas de retirar o anel
do dedo arroxeado
A menina
e sua arte silenciosa
Mãe e crianças assustadas
sabão e novas tentativas
decepção
impotentes socorristas domésticos
desespero
Até que...
o hiperativo teve uma ideia
alicate de unha
corte do anel
- a solução -
Anel cortado
problema resolvido
dedo recuperado
Sustos normais
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Vida em ruínas

Sonia Salim Gerar poema da máquina
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Um homem revirando o lixo
A fábrica funcionando a todo vapor
Ruas quase vazias
Policiais fazendo a ronda
Postos de gasolina funcionando
Observei cada detalhe
e alguns perderam a nitidez
no momento em que organizei as palavras
Poucos usam máscaras
Impasse entre a doença e as vacinas
O ar puro no momento é vital
É a caminhada mais longa da minha vida
à procura de mim mesma debaixo do sol
como algo natural
Rejeito a ideia de voltar para casa
continuo experimentando a paz
a força de sustentação
Carros e motos transitam e há poucas pessoas nas ruas
Pássaros cantam nas árvores
eu aproveito um pouco da sombra
e respiro
Um momento acolhedor
de uma caminhada essencial
Observo uma família no espaço de lazer
e fico imaginado se são felizes
Sinto o sol no contato da minha pele
e busco a vida incessantemente
Alguém me cumprimenta com um sorriso
mas eu me sinto sozinha
caminhando ao sol do meio-dia
refletindo sobre o inexplicável
Pouco importa se isto é poesia
ou uma dura realidade
A cidade está silenciosa
Hora de retornar
encarar os problemas
uma construção em ruínas
a restaurar
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FÊNIX

Sonia Salim Gerar poema da máquina
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Enxuguei as lágrimas, vesti uma roupa ousada
ajeitei os cabelos, passei o batom
colori e alegrei a face marcada
Saí a viver como se nada estivesse acontecendo
 
Antes disso eu chorei e sofri demais!
Joguei minhas roupas no chão, uma a uma
A minha angústia e meu corpo
não vibram com a aceitação
sofrimentos e anseios
Coração dolorido
A impotência diante das ações
eu quero mudar e não consigo
esta é a minha triste melodia
 
Milhões de pessoas vivem assim
E precisam saber deste relato
o marco inicial da transformação
de uma mudança lenta e gradativa
 
Eu, nua diante da vida e de todos
sentimentos expostos
caída no chão
 
Fênix no renascer das cinzas
para a vida
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