Poemas de Luiza Malicia Guerreiro de Mendonça

Veja um grafo dos poemas de Luiza Malicia Guerreiro de Mendonça

Conhecidos, amigos, amantes, desconhecidos…

Guerreira Gerar poema da máquina
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Tudo começou com um rosto conhecido 
Não te conhecia
Mas o seu rosto eu reconhecia

Um simples abraço
E foi aí que eu pensei
Acho que me encontrei
Eu sei, parece loucura 
Mas foi amor à primeira vista 
e disso não tenho dúvida

Assim, por obra do destino, não sei
Você apareceu na minha vida
De um rosto reconhecido
Tornou se um conhecido

Você começou a me chamar pelo meu nome
Passou um tempo e nos tornamos amigos
Com isso, você me chamou pelo meu apelido

E um dia, de repente
Meu amor platônico virou correspondente
E assim vc me chamou de amor 
Naquele dia meu coração quase escapou

 E, quando eu menos esperava
Você disse que não mais me amava
Quando percebi, vc já me chamava pelo meu nome
Agora, nem me chama mais
Mas que droga em , cara
Eu ainda te amo demais...
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Se é que me entende

Guerreira Gerar poema da máquina
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As vezes você só precisa de um tempo pra pensar
Um espaço para analisar 
E simplesmente ficar 
Sem solução 
Sem problemão 
Sem espaço 
Sem tempo
Sem vida 
Sem batidas no coração 
Sem sangue pulsando 
Sem pulmões respirando 
Sem receber impulsos nervosos
Se é que me entende 
Preciso de um tempo com uma amiga 
Só uma amiga 
Uma antiga conhecida 
Que já levou parte da minha família 
Se é que me entende 
Entende?
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Depressão

Guerreira Gerar poema da máquina
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Em escuras solidões 
Em perfeitas citações 
Eu vim aqui falar 
Eu vou te mostrar
Atrás das portas do arco-íris 
Perfurando a íris 
Bem lá no fundo 
Corroendo tudo 
Por onde passar
Até veneno sobrar 
E não importa onde for 
Ela sempre vai estar
Não importa o lugar 
Sabe quem é ela? 
Sabe não 
Deixa eu te apresentar
Ela é a depressão 
Ela tá do seu lado
Não importa onde for 
Só basta acordar 
O seu sono do terror 
Bem vindo a família 
Bela adormecida 
Bora acordar 
Para ela te atormentar 
Mais uma vez
Para delirar vocês 
Pirar sua mente 
Consequentemente
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Heroínas do século XXI

Guerreira Gerar poema da máquina
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Barriga chapada 
Cabelos compridos
Corpo magro
E braços finos 

Além de carregarmos inúmeros problemas 
Criam novos pras nossas pequenas 
Mulher sou e sempre serei 
Com a dor de ter um útero conviverei

“Um bicho que sangra todo mês não é de Deus”
Mas cuidado ao usar uma saia 
Porque eu não consigo conter o pequeno Zeus
“Vai se cobrir sua pirralha!”

Engraçado né, sou obrigada a me cobrir 
Sendo que são os garotos que não sabem como agir 
Sou obrigada a emagrecer 
Para assim ser aceita ao você me ver 
Sou obrigada a sangrar 
Lavar roupa, a louça, a trabalhar 
Mas mesmo assim um salário menor receber 
E nunca igualdade ter 

Sou mulher sim
E a sua opinião nunca vai me mudar 
Sai pra lá seu macho escroto 
Vai estudar!

Luto pelos meus direitos de igualdade 
E ainda assim mantenho minha classe 
Posso até dizer que sou uma super heroína 
Até mesmo quando uso meia fina 
Na boca eu passo a linha 
Sem poder nunca encurtar a minha roupa 
Oh, vida louca!
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