Poemas de Olivia Feitosa Aguerre

Veja um grafo dos poemas de Olivia Feitosa Aguerre

Inocente

Ricardo H. Gerar poema da máquina
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Tenho um rosto
sou sete faces
como gato
caço rato e vivo em sapato. 
Vivi pouco
passei por bocados
vivi pouco, e
teria vivido menos ainda
caso o vento voltasse a norte. 
Dentre veias e artérias 
sou sangue puro
dos guerreiros de família
Mas sangue puro é sangue velho
E sou inocente, corpo discente que não faz em esmero.
Em músculos fortes
sou coração fraco. 
Mas caso queira um petisco 
saiba que não sou quem gostaria
matutei; roubei tempo do sono
e sofri em devaneio
tentando descobrir 
quem preferiria de ser
Pois poeira voa em ventos certeiros
e eu sobrevoo boatos alheios.
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Em primavera renegada

Ricardo H. Gerar poema da máquina
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  •        
Vivia em lápis e caderno
Perdida em devaneio.
Em verso, em estrofe
Nas primaveras e seus restos.

Em meia-noite escrita por homem
De cunho estrelado
Vive a ansiedade alheia
Que treme; frio ou calor qualquer
Que chora; plenitude ou tristeza atrofiada. 
Dentre as sete noites terrestres
Tornei-às todas minha bagunça, sozinha.

A calamidade do inverno
Me trancou em pensamentos
Pele alguma era pura
Suja, suja e suja.
Dormi em medo
Sem coração nem desfecho.
Acordava em angústia
Me afastei das rimas.

Tornei-me amargor
A cabeça era sempre vazia
Sem futuro, sem ambições
Não tinha esperança no fim do dia
Mas nunca deixava de pensar em quartos brancos.
Me esgotei: nunca deixei aparentar
Me odiei: nunca deixei cicatrizar
E era segredo.

Mas a vida se remontou em
Poemas: verso por verso
Estrofes em completo
Era falha, mas era poesia.
Em primavera renegada, me deixei florir
Esquecido por mim
O sentimento de se encontrar à beira do mundo.
Me deixei levar, e perdi

Escrevi em papel velho, amassado
Recuperei a cor que fora resistida.
Esvaziei o peito
Suspirei como brisa
Em meio a vida perdida
Me achei em ventos adentro.
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Em primavera renegada

Ricardo H. Gerar poema da máquina
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Vivia em lápis e caderno
Perdida em devaneio.
Em verso, em estrofe
Nas primaveras e seus restos.

Em meia-noite escrita por homem
De cunho estrelado
Vive a ansiedade alheia
Que treme; frio ou calor qualquer
Que chora; plenitude ou tristeza atrofiada. 
Dentre as sete noites terrestres
Tornei-às todas minha bagunça, sozinha.

A calamidade do inverno
Me trancou em pensamentos
Pele alguma era pura
Suja, suja e suja.
Dormi em medo
Sem coração nem desfecho.
Acordava em angústia
Me afastei das rimas.

Tornei-me amargor
A cabeça era sempre vazia
Sem futuro, sem ambições
Não tinha esperança no fim do dia
Mas nunca deixava de pensar em quartos brancos.
Me esgotei: nunca deixei aparentar
Me odiei: nunca deixei cicatrizar
E era segredo.

Mas a vida se remontou em
Poemas: verso por verso
Estrofes em completo
Era falha, mas era poesia.
Em primavera renegada, me deixei florir
Esquecido por mim
O sentimento de se encontrar à beira do mundo.
Me deixei levar, e perdi

Escrevi em papel velho, amassado
Recuperei a cor que fora resistida.
Esvaziei o peito
Suspirei como brisa
Em meio a vida perdida
Me achei em ventos adentro.
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