Poemas de Alana Andreia Pereira

Veja um grafo dos poemas de Alana Andreia Pereira

Aos homens da minha vida

Anala Negra Gerar poema da máquina
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Desculpe por ser eu?
Desculpe por não ser perfeita.
Desculpe por não querer apenas sexo.
Desculpe por gostar de sexo.
Desculpe por não ser somente um corpo, ou,
por meu corpo não pertencer a mulher submissa que você deseja.

Desculpe por minha essência não corresponder às suas expectativas.
Desculpe se falo demais.
Desculpe se por vezes sou tímida
Desculpe se sou curiosa e se gosto de ser desejada.
Desculpe se minha dança é sensual e se essa minha imagem perturba seus sonhos
Desculpe por não atender o telefone às 2:49 horas da madrugada só para te ouvir falar do seu desejo por mim.
Desculpe se gozo e,
por saber que meu gozo depende apenas de mim.
Desculpe se moro sozinha e se sou feliz assim.
Desculpe se tenho carro e não preciso que venha me buscar e,
se ainda assim por vezes queria ser apenas carona.
Desculpe se abrir a porta e pagar a conta não é algo que impressione,
ou que me deixe confortável.
Desculpe?
Desculpe por ser sincera demais e te assustar?
Desculpe por te assustar com a minha irreverência?
Desculpe por ter personalidade?
Desculpe por te intimidar?
Desculpe por não me preocupar em chamar sua atenção?
Desculpe por te fazer perder a paciência?
Desculpe, mas a fila andou.
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Contradição, iluminismo e suspensão.

Anala Negra Gerar poema da máquina
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No imediato te encanta, mas a essência te tira o ar.
No primeiro momento balzaquiana, 
No segundo momento a filha renegada do iluminismo,
No terceiro momento ainda embebida de contradição,
mas ainda muito revolucionária.
Encanta e desencanta,
Ao desencantar se encanta,
se encanta consigo mesma.
Desagrada alguns e a outros encanta.
Se toca e goza,
Se abraça,
Se acolhe,
E escolhe se mostrar como é.
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A mulher demais

Anala Negra Gerar poema da máquina
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Dizem que sou crítica demais,
Incisiva demais,
Radical demais,
Dizem que sou sincera demais,
Capaz demais ou incapaz demais,
Dizem que a lâmpada importa para a existência dos vagalumes e que minhas verdades só apagam suas luzes,
Dizem que importa proteger, que importa garantir, que importa dirimir.
Importa dirimir e importa proteger quando não se é o ser na condição de não ser,
Importa salvar, importa afagar,
O que importa é se sentir afagar no mais íntimo e obscuro sentimento de ser um bom ser.
Quantos Rodolfos, Madames George e padres Laporte ainda teremos de ver recriados pelos Eugene Sue até que o todes da classe trabalhadora se reconheça, se fortaleça e se levante em unidade nacional, internacional e anticolonial?
Minha crítica lhes ofende, minhas verdades lhes machucam, minhas dores lhes consolam, minhas alegrias lhes consomem. Foda-se!
Se não podes compreender a minha luta, se não te dispões a combater as sociedades de classes, não fale em meu nome.
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